Como deve agir um designer organizacional em meio à crise?

As grandes mudanças que ocorrem na sociedade têm potencial de impactar diretamente o cenário corporativo. Nesse sentido, ao longo do último século o setor e os profissionais de Recursos Humanos assumiram um posicionamento muito mais ativo e estratégico dentro das empresas, focado no relacionamento com o público interno e na valorização do colaborador.

Agora, um novo momento se inicia e o mercado abre espaço para o designer organizacional, um profissional que olha para o futuro e se prepara para as transformações que acontecerão. Ele ajuda a entender as características do mundo VUCA – volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade – e a desenvolver estratégias para lidar com elas tanto no cotidiano quanto nos momentos de crise.

Porém, essas características se intensificaram com a pandemia de Covid-19, de forma que as empresas que têm um designer organizacional entre seus profissionais, tem a oportunidade de identificar oportunidades de mesmo durante a crise, obtendo alguma alavancagem no mercado. Isso é possível porque ele tem a preocupação de olhar para fora antes de tomar decisões e desenvolve uma atitude mais ativa dentro do ambiente de trabalho.

Ter controle da situação

A primeira ação de um designer organizacional em meio à crise é não se deixar paralisar pelas dificuldades e encontrar as oportunidades intrínsecas em cada situação. Essa é uma das características da “cultura de urgência” citada por John Kotter, professor de liderança na Harvard Business School, como atitude fundamental para prosperar em um mundo turbulento.

A partir dessa atitude de permanecer ativo e estratégico no primeiro contato com o desafio, o designer organizacional reforça o papel de liderança e protagonismo, com o qual os colaboradores se identificam e confiam. Uma situação como a da pandemia de Covid-19 exige uma capacidade muito grande de guiar as pessoas em meio à volatilidade e incertezas e de conduzi-las à transformação que se faz necessária.

Ser transparente com o público interno

A crise do novo coronavírus trouxe uma recessão financeira para praticamente todos os segmentos do mercado global, e com isso mais de 7 milhões de brasileiros perderam seus empregos de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse movimento gera angústia, perdas e preocupações a todos os colaboradores, que esperam um posicionamento rápido e transparente por parte da empresa.

Assim, o designer organizacional, que diariamente promove uma gestão de pessoas mais humanizada e focada na valorização dos talentos, entende a importância de falar abertamente. Afinal, quando as pessoas se sentem mais tranquilas com relação ao próprio futuro, conseguem focar no trabalho e entregar melhores resultados.

Utilizar a tecnologia

O uso de soluções tecnológicas, principalmente de automação, no cotidiano de uma empresa é muito valiosa para que os colaboradores sejam mais produtivos e desenvolvam um papel estratégico e de valor. Se essas práticas são comuns na rotina organizacional, quando chega o momento de crise a tecnologia ajuda a tomar decisões mais assertivas para o negócio, principalmente quando é preciso lidar com a ambiguidade.

O designer organizacional é quem estimula o uso da inovação dentro e fora do cenário de crise e promove a confiança dos colaboradores nos meios tecnológicos. Assim como a tecnologia transforma o mercado de trabalho e as relações interpessoais, as empresas têm muito a ganhar quando fazem uso dessas soluções.

Portanto, empresas que contam com um designer organizacional tendem a apresentar uma cultura de inovação e os colaboradores são estimulados a pensar estrategicamente para lidar com os problemas. Assim, os períodos de crise são enfrentados com muito mais facilidade por essas empresas, que estão preparadas para lidar com as transformações e acelerações necessárias.

Este profissional tem também a habilidade de liderar e motivar as pessoas, de forma que suas próprias ações nos momentos de crise inspiram outros líderes e colaboradores a se capacitarem e a pensarem estrategicamente. Em pouco tempo, os principais gestores da organização aprendem a lidar com o mercado de forma singular, pois entendem que não há fórmulas prontas e que cada empresa é um organismo único e diferente e que, muitas vezes, os problemas mais complexos podem ser solucionados com simplicidade.

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