De Baby Boomers aos Z: os desafios das novas gerações no mercado de trabalho

Parece que ainda nem aprendemos tudo sobre os millennials e a geração Z já está chegando para desafiar e serem desafiados pelo mercado de trabalho. Entre as várias conceituações, essa geração inclui os nascidos após 1995 e, no caso do Brasil, inclui uma população mais diversa étnica e racialmente.

Quando algo os incomoda, eles se unem e lutam pelos direitos dos que mais precisam, e mais de 60% deles dizem que querem deixar um impacto positivo no mundo. Como podemos ajudá-los nessa missão?

As empresas estão convivendo simultaneamente com funcionários de gerações diversas: Baby boomersmillennials e agora a Z, o que representa um desafio tanto para os RHs e os líderes quanto para aqueles que atuam no mercado há muito tempo e para os que estão chegando.

Porém, é essencial que os RHs das empresas comecem a desenvolver novas estratégias de recrutamento: assim, podem selecionar os melhores talentos da geração Z e ainda manter a força de trabalho baby boomer motivada e inspirada.

Apesar de millennials e geração Z terem muitas semelhanças – principalmente quanto ao estilo de vida –, no ambiente de trabalho eles são muito diferentes. Conheça melhor essas gerações:

Busca por segurança

Os millennials representaram uma geração que não tem medo de buscar novas oportunidades de trabalho e carreira. Eles se arriscam de verdade e não aceitam a comodidade de trabalhar por anos em um lugar que não se renova.

Já a geração Z cresceu e se formou acompanhando o mundo entrar em uma recessão e se polarizando economicamente, o que os leva a buscar segurança no trabalho em que exercem e nas empresas em que estão inseridos, mas sem perder o interesse em conhecer outras coisas.

Rotina própria

Enquanto os millennials se acostumaram a trabalhar em um ambiente mais agitado e sempre acompanhados, a geração Z prefere seu próprio espaço. É assim que eles sentem que são mais produtivos: não perdendo tempo de deslocamento ou com distrações comuns em escritórios.

Além disso, o tempo médio que a geração Z consegue se concentrar em alguma informação é 8 segundos, enquanto os millennials, 12 segundos.

Confiança

A busca por segurança fez com que a geração Z se tornasse menos confiante com relação à empresa em que trabalha, e não se sente tão à vontade quanto os millennials com a forma como as organizações usam suas informações pessoais.

Porém, uma coisa comum a todas as gerações é que elas buscam informações online sobre o mercado e sobre as empresas que admiram, o que pode tanto fortalecer sua relação com os futuros profissionais quanto afastá-los. Lembre-se que tudo que acontece no offline torna-se disponível quase que imediatamente no online.

Lazer

A forma como usam seu tempo livre também difere bastante. Os millennials dividem o tempo disponível entre diversas atividades, como assistir TV, jogar videogame, ouvir música e se relacionar com a família. Já a geração Z passa quase que todo o tempo livre navegando na internet, seja nos computadores ou nos smartphones.

Educação

Dois em cada cinco millennials estadunidenses têm pelo menos um diploma de graduação, mas se questionam se o tempo e dinheiro gastos na formação superior realmente foram válidos. Já 2/3 da geração Z acredita que há maneiras alternativas – e possivelmente melhores – de se preparar para o mercado de trabalho além de se graduar numa faculdade.

Alguns aspectos ainda representam tênues diferenças entre as gerações, mas apontam mudanças que acontecerão em um espaço de tempo muito breve. Assim, as empresas que já começarem a se relacionar com esse perfil de colaborador estarão muito à frente na contratação e retenção desses profissionais valiosos.

 

Escrito pela equipe da 157next.academy em 13 de janeiro de 2020

 

 

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