O DILEMA DAS REDES

“Nada grandioso entra na vida dos mortais sem uma maldição.” – Sófocles

 

O documentário fala sobre os perigos que a coleta de dados pelas redes sociais e aplicativos podem causar aos usuários individualmente e na sociedade. Outra ideia interessante é a de que nós somos o produto, baseado no fato de que nossos dados são o que há de mais valioso no modelo de negócios das empresas de tecnologia.

É fato que essas plataformas foram incríveis no desenvolvimento da sociedade, no entanto elas trazem consigo inúmeros problemas colaterais – modificar o que você pensa, o que você faz e o que você é.

Eu penso que não são as plataformas que são do mal, mas sim o modelo de negócio que está por trás. Aprisionado num modelo de negócios e pela pressão dos acionistas, isso é que traz perigo e sob certos aspectos torna quase impossível fazer alguma coisa.

É esse capitalismo “selvagem” e competitivo, um modelo de negócios que valoriza mais uma árvore morta do que viva, uma baleia morta do que viva que é maléfico e tem efeitos colaterais, e enquanto esses mercados existirem, viveremos essa distorção.

Documentário absolutamente apropriado para o momento em que se discute e se deseja uma redefinição do capitalismo.

Estamos diante de uma nova ordem.

O problema é que nem todo mundo acha isso um problema. Precisamos, eu e você provocar e convidar as pessoas para diálogos e conversas para discutir esse contexto, essa doença e construir um mundo melhor.

Comentário e indicação de Marco Ornellas

 

“Quanto da sua vida você pode me dar?” ⁣

Segundo o ex-Google Tristan Harris essa é pergunta por trás de cada aplicativo. O documentário do Netflix, O Dilema das Redes não traz um alerta novo, o diferencial que está chamando atenção de todos é escutar as explicações de quem estava dentro de empresas do Vale do Silício, como Facebook, Instagram, Twitter e Google.⁣

O alerta é, estamos sendo manipulados para gerar mais cliques nos anúncios. Nosso tempo e nossa atenção são as mercadorias e para conseguirem mais as redes sociais estão usando psicologia, segundo a professora Shoshana Zuboff, da Universidade de Harvard: “perceberam que é possível afetar emoções e comportamento no mundo real. Sem que o usuário tenha consciência disso”. ⁣

As consequências refletem nas relações familiares, fake news, construção de identidade e até mesmo na democracia.⁣

O que fazer então? Quase todos os profissionais foram unânimes: ⁣
Desligue as notificações, não clique em nada recomendado para você. Seu clique é sua arma! Redes sociais, só acima de 16 anos!⁣

O conselho que mais gostei: Siga pessoas que pensam diferente de você, quem você discorda, saia da bolha e se exponha a diferentes pontos de vista!

 

Comentário e indicação da Eighter Debora Gaudêncio

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